Motos Batem Recorde: Mercado Cresce 18% no Primeiro Semestre de 2025
O mercado brasileiro de motocicletas vive um momento excepcional. Segundo dados da ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o primeiro semestre de 2025 registrou 1,12 milhão de unidades emplacadas — o melhor resultado desde 2014.
O que explica o crescimento?
Três fatores principais impulsionam o mercado:
1. Expansão das entregas por aplicativo
O crescimento das plataformas de delivery consolidou a moto como ferramenta de trabalho essencial. Estima-se que mais de 1,5 milhão de motociclistas atuem profissionalmente no Brasil, e boa parte renova o equipamento de trabalho entre 2 e 4 anos.
2. Crédito mais acessível
Os financiamentos para motocicletas apresentaram taxas médias de 1,4% ao mês no primeiro semestre — as menores em cinco anos. Com entrada zero em diversas concessionárias e prazos de até 48 meses, o ticket de entrada para o mercado caiu consideravelmente.
3. Fuga do transporte público
Pesquisas recentes mostram que 34% dos compradores de motos em 2025 migraram do transporte público, atraídos pela economia no deslocamento e pela flexibilidade de horários.
Ranking das marcas
| Posição | Marca | Unidades | Participação |
|---|---|---|---|
| 1º | Honda | 612.000 | 54,6% |
| 2º | Yamaha | 198.000 | 17,7% |
| 3º | Shineray | 87.000 | 7,8% |
| 4º | Suzuki | 54.000 | 4,8% |
| 5º | Kawasaki | 41.000 | 3,7% |
Modelos mais vendidos
A Honda CG 160 segue soberana no topo com 287.000 unidades, seguida pela Honda Bros 160 com 124.000 e Yamaha Factor 150 com 98.000 unidades.
Chama atenção a entrada da Shineray Z3 250 no top 10, reflexo do crescimento da marca chinesa no segmento de média cilindrada.
Perspectiva para o restante do ano
A ABRACICLO projeta encerrar 2025 com 2,1 milhões de unidades emplacadas — o que seria o melhor ano da história do setor. Os maiores desafios são a volatilidade do câmbio e o custo de importação de componentes eletrônicos.
Para o consumidor, o cenário é positivo: maior oferta, condições de crédito favoráveis e um mercado de usados aquecido que facilita a troca.